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CÂMARA DE MARIANA

Por que Ouro Preto tem 12 distritos e qual a origem de cada um deles?

Mineração, produção de alimentos, antigos caminhos e chegada da ferrovia ajudam a explicar a formação das comunidades espalhadas pelo território ouro-pretano

Foto de Rodolpho Bohrer
comunicacao@maisminas.org

Quando se fala em Ouro Preto, a imagem mais conhecida é a do centro histórico formado por igrejas, casarões, museus e ladeiras. O município, porém, se estende muito além da sede. Espalhados por seu território estão 12 distritos, alguns com origens tão antigas quanto os primeiros arraiais que deram origem a Vila Rica.

São eles Amarantina, Antônio Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro Corrêa, Glaura, Lavras Novas, Miguel Burnier, Rodrigo Silva, Santa Rita de Ouro Preto, Santo Antônio do Leite, Santo Antônio do Salto e São Bartolomeu. A relação pode ser consultada no portal da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ouro Preto.

A quantidade pode gerar uma dúvida administrativa. O Plano Diretor de Ouro Preto considera também a própria sede como um distrito. Formalmente, portanto, o município está dividido em 13 distritos administrativos: os 12 apresentados nesta reportagem e Ouro Preto, classificado como distrito-sede. No uso institucional voltado ao público, entretanto, a própria Prefeitura se refere a Ouro Preto como uma cidade composta pela sede e 12 distritos.

Essa configuração não surgiu de uma divisão territorial realizada de uma só vez. Ela é resultado de mais de três séculos de ocupação, mudanças administrativas e transformações econômicas. O ouro esteve na origem de várias comunidades, mas não foi o único responsável pelo surgimento delas. A necessidade de produzir alimentos, a existência de antigos caminhos e, mais tarde, a expansão da ferrovia também ajudaram a desenhar o mapa atual.

A história do município apresentada pela Prefeitura de Ouro Preto divide os distritos em três grupos que ajudam a compreender esse processo. Cachoeira do Campo, São Bartolomeu, Glaura, Amarantina, Antônio Pereira e Lavras Novas têm origem colonial. Santa Rita de Ouro Preto, Santo Antônio do Salto e Santo Antônio do Leite também possuem raízes no século XVIII, mas ganharam maior expressão no século XIX. Rodrigo Silva, Miguel Burnier e Engenheiro Corrêa tiveram o desenvolvimento posterior fortemente relacionado à ferrovia.

Ouro Preto já teve um território diferente

Os limites de Ouro Preto também mudaram ao longo do tempo. O antigo Termo de Vila Rica abrangia uma extensão territorial diferente daquela existente atualmente, e sucessivos desmembramentos contribuíram para formar municípios independentes.

Um dos casos ocorreu em 1923, quando a antiga Itabira do Campo se emancipou e deu origem ao atual município de Itabirito. Em 1953 foi criado o município de Ouro Branco, também desmembrado de Ouro Preto. Essas transformações aparecem na cronologia histórica mantida pela Prefeitura.

Dentro dos limites que permaneceram com Ouro Preto, diferentes núcleos conservaram características próprias. Alguns nasceram ao redor das minas; outros se desenvolveram em áreas agrícolas que abasteciam a população mineradora. Séculos depois, estações ferroviárias deram novo impulso a localidades que já existiam ou favoreceram a consolidação de novos núcleos urbanos.

É nesse processo que se encontram as origens dos atuais 12 distritos.

Cachoeira do Campo surgiu ainda nos primeiros tempos da ocupação

(Foto: Ane Souz)

A história de Cachoeira do Campo antecede a própria criação de Vila Rica, ocorrida em 1711.

Segundo a história de Cachoeira do Campo reunida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, uma das versões situa as primeiras referências à localidade entre 1674 e 1675, durante a passagem da bandeira de Fernão Dias Paes. Uma cascata encontrada na região teria contribuído para que o lugar fosse inicialmente conhecido como Cachoeira e, posteriormente, Cachoeira do Campo.

Outra interpretação relaciona a consolidação do povoado à crise de abastecimento enfrentada pela população mineradora por volta de 1700 e 1701. A fertilidade das terras e o clima favoreceram a produção agrícola, fazendo da região uma importante fornecedora de alimentos.

Cachoeira do Campo também ocupou posição de destaque na Guerra dos Emboabas, conflito travado entre 1708 e 1709 em meio às disputas pelo controle das áreas de mineração.

A importância do distrito não desapareceu com o fim do período colonial. O atual Plano Diretor atribui a Cachoeira do Campo uma função complementar de centralidade sobre Amarantina, Engenheiro Corrêa, Glaura, Miguel Burnier, Santo Antônio do Leite e São Bartolomeu.

Banda Euterpe Cachoeirense (Foto: PMOP)

Amarantina começou como Tijuco

(Foto: PMOP)

A necessidade de produzir alimentos também está diretamente ligada à formação de Amarantina, localizada a cerca de 30 quilômetros da sede.

A história de Amarantina publicada pela Prefeitura relaciona o surgimento do povoado à fome enfrentada pela população de Vila Rica por volta de 1700. Parte dos moradores teria procurado terras onde pudesse plantar alimentos para abastecer a região.

Na época, a área era conhecida como Tijuco e abrangia partes do território onde atualmente estão Amarantina e Cachoeira do Campo.

No século XVIII, o fazendeiro português Antônio Alves teria construído uma ermida dedicada a São Gonçalo. Segundo a tradição registrada pelo município, viajantes comparavam a região à cidade portuguesa de Amarante, o que teria contribuído para a denominação São Gonçalo do Amarante.

O nome atual só apareceu muito depois. A partir da década de 1940, a localidade passou a ser chamada de Amarantina. No mesmo período, a produção de café e de outros produtos hortifrutigranjeiros ganhou espaço na economia local.

Uma das construções que remetem aos primeiros períodos da ocupação é a Casa de Pedra, também conhecida como Casa Bandeirista, cuja origem é atribuída aos anos finais do século XVII.

(Foto: PMOP)

Glaura ainda é Casa Branca para muitos moradores

(Foto: Ane Souz)

Glaura guarda no cotidiano um nome anterior que nunca desapareceu completamente. A própria Prefeitura apresenta a localidade como Glaura ou Casa Branca.

A comunidade surgiu no século XVIII, durante o período de exploração do ouro, e ocupava posição importante nos caminhos da região. A história oficial de Glaura registra que o local esteve relacionado à passagem de bandeirantes e aos acontecimentos da Guerra dos Emboabas.

Segundo a tradição oral, antes mesmo de Casa Branca o povoado teria sido conhecido como Santo Antônio das Minas de Balthazar de Godoy. O nome faria referência a um fazendeiro da região que teria construído uma ermida dedicada a Santo Antônio.

A denominação Glaura surgiu apenas no século XX. A mudança foi uma homenagem à obra Glaura, do poeta árcade Manuel Inácio da Silva Alvarenga, nascido em Vila Rica e autor do livro publicado em Lisboa em 1799.

A mudança oficial, contudo, não eliminou a denominação histórica. Casa Branca continua sendo utilizada pela população e aparece até hoje nos próprios materiais turísticos do município.

São Bartolomeu nasceu com a procura pelo ouro

(Foto: PMOP)

A cerca de 18 quilômetros da sede está São Bartolomeu, um dos núcleos mais antigos do atual município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o povoado foi fundado nos anos finais do século XVII por bandeirantes que procuravam ouro. A antiguidade ainda pode ser percebida na Igreja Matriz de São Bartolomeu e no casario preservado na comunidade.

Com o passar do tempo, entretanto, o distrito desenvolveu uma identidade econômica e cultural que foi além da mineração.

São Bartolomeu tornou-se conhecido pela produção artesanal de doces de frutas. A tradição foi registrada como patrimônio imaterial de Ouro Preto em 2008, e a goiabada cascão está entre os produtos mais associados à comunidade.

A trajetória mostra uma característica recorrente dos distritos ouro-pretanos: vários nasceram em função da exploração aurífera, mas encontraram outras atividades capazes de sustentar a vida econômica e cultural depois da redução da mineração colonial.

Antônio Pereira preservou o nome de um dos primeiros mineradores

Em Antônio Pereira, a origem da comunidade aparece no próprio nome.

Por volta de 1700, o português Antônio Pereira Machado chegou à região ao norte de Vila Rica e se estabeleceu em áreas de mineração. A história de Antônio Pereira mantida pela Prefeitura registra a existência de diferentes minas ligadas à ocupação inicial.

O arraial ficou conhecido como Nossa Senhora da Conceição de Antônio Pereira, unindo a devoção religiosa à referência ao minerador português.

Um dos principais vestígios desse período é a antiga Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Fundada em 1716, a construção foi atingida por um incêndio em 1830. As ruínas permaneceram no distrito e passaram a ser conhecidas como Igreja Queimada.

(Foto: Ane Souz)

Ao contrário de comunidades em que a mineração perdeu importância econômica ao longo dos séculos, Antônio Pereira continua fortemente relacionado à atividade mineral.

Lavras Novas guarda a mineração no próprio nome

(Foto: PMOP)

Hoje conhecida principalmente pelo turismo, Lavras Novas também nasceu da procura pelo ouro.

Nos anos finais do século XVIII, parte das minas próximas a Vila Rica já apresentava sinais de esgotamento. As buscas, porém, continuavam. Novas áreas de exploração foram encontradas nos arredores, dando origem à expressão que acabaria batizando a comunidade.

Segundo a explicação histórica da Prefeitura sobre Lavras Novas, o nome faz referência justamente às lavras descobertas posteriormente, consideradas novas em comparação aos núcleos mineradores mais antigos.

A comunidade também possui uma tradição oral que atribui sua origem a um quilombo. O próprio material histórico municipal ressalta, entretanto, que não existem comprovações documentais dessa versão.

Ao longo das últimas décadas, Lavras Novas passou por uma transformação econômica significativa. A mineração que explica seu nome deu lugar a uma forte atividade turística, apoiada nas paisagens naturais, cachoeiras, trilhas, pousadas e restaurantes.

Santo Antônio do Leite começou simplesmente como Leite

(Foto: PMOP)

O nome Santo Antônio do Leite chama atenção e possui uma explicação preservada pela tradição local.

Registros históricos já mencionavam a palavra “Leite” para identificar o arraial no período da Guerra dos Emboabas, no início do século XVIII. Segundo a história de Santo Antônio do Leite publicada pela Prefeitura, oficiais das tropas que passavam pela região encontravam leite de boa qualidade nas antigas fazendas e teriam começado a identificar o local dessa maneira.

A agricultura também teve papel importante. A produção de bananas ganhou destaque principalmente a partir do século XIX, acompanhada de outros cultivos destinados ao abastecimento regional.

A devoção religiosa completaria posteriormente o nome. Com a construção de uma capela dedicada a Santo Antônio em 1858, a comunidade passou a ser conhecida como Santo Antônio do Leite.

O povoado cresceu ao longo de um antigo caminho utilizado como alternativa para quem seguia em direção a Ouro Branco e Congonhas.

Santa Rita encontrou outra riqueza além do ouro

(Foto: Ane Souz)

A formação de Santa Rita de Ouro Preto também remonta aos primeiros anos do século XVIII.

Uma bandeira liderada por Martinho de Vasconcelos teria chegado à região procurando ouro às margens do Ribeirão Falcão. A história de Santa Rita de Ouro Preto registra que os exploradores encontraram também esteatita, mineral conhecido popularmente como pedra-sabão.

A devoção a Santa Rita de Cássia deu nome à comunidade. Em 1938, quando o povoado foi elevado à categoria de distrito, passou a adotar oficialmente a denominação Santa Rita de Ouro Preto.

Décadas depois, a pedra-sabão ganhou importância ainda maior. A exploração comercial aumentou a partir dos anos 1970, ao mesmo tempo em que cresciam o artesanato e a fabricação de panelas e peças decorativas.

A história do distrito mostra que a riqueza mineral do território ouro-pretano nunca esteve limitada ao ouro. Em Santa Rita, foi a pedra-sabão que acabou se transformando em uma das principais referências econômicas e culturais da comunidade.

Santo Antônio do Salto nasceu ao redor de uma fazenda

(Foto: Ane Souz)

A origem de Santo Antônio do Salto está relacionada à Fazenda do Salto, existente no século XVIII.

A propriedade combinava mineração e produção agrícola e possuía uma ermida dedicada a Santo Antônio. Com o crescimento da comunidade, a referência religiosa e o nome da fazenda acabaram reunidos na denominação atual.

Há duas explicações tradicionais para a palavra “Salto”. A página histórica de Santo Antônio do Salto registra uma versão segundo a qual aquele seria o último ponto onde viajantes atravessavam, ou “saltavam”, o rio em direção à Fazenda das Bandeiras, Piranga ou Catas Altas da Noruega. Outra relaciona o nome às grandes quedas d’água existentes na região.

Com o passar do tempo, famílias da comunidade passaram a se dedicar especialmente à agricultura. A produção de banana ganhou destaque e abastecia também a sede de Ouro Preto.

Hoje, cachoeiras, matas e culinária tradicional estão entre os elementos mais associados ao distrito.

A ferrovia abriu um novo capítulo na formação dos distritos

Até aqui, mineração, agricultura e antigos caminhos aparecem repetidamente na formação das comunidades. No fim do século XIX, entretanto, outro elemento passou a modificar o território: a ferrovia.

A própria história oficial de Ouro Preto identifica Rodrigo Silva, Miguel Burnier e Engenheiro Corrêa como distritos que se desenvolveram no século XIX em consequência da presença ferroviária, deixando como herança uma arquitetura ligada aos trilhos.

As estações atraíram trabalhadores, modificaram rotas de transporte e estimularam a ocupação ao redor das linhas férreas. Em alguns casos, foram importantes a ponto de provocar até mudanças no nome das comunidades.

Rodrigo Silva já foi José Correia

(Foto: PMOP)

Antes da chegada da ferrovia, Rodrigo Silva era conhecido como José Correia, nome relacionado a um fazendeiro da região.

Os primeiros registros da localidade no século XIX também fazem referência a Santa Quitéria do Alto da Boa Vista, antiga paragem colonial nas proximidades. A mineração de topázio já era registrada por viajantes estrangeiros.

A grande transformação ocorreu na década de 1880. O projeto ferroviário que ligaria o Rio de Janeiro a Ouro Preto previa uma parada em José Correia. Depois da inauguração da estação, em 1888, a comunidade passou a ser chamada de Rodrigo Silva.

(Foto: PMOP)

A história do distrito publicada pela Secretaria de Turismo explica que o nome homenageia o ministro imperial Rodrigo Augusto da Silva. Com a ferrovia em funcionamento, funcionários passaram a morar na localidade e contribuíram para sua expansão.

A influência ferroviária chegou também à cultura. Em 1901, trabalhadores da estrada de ferro fundaram a Sociedade Musical Santa Cecília de Rodrigo Silva, banda que permanece em atividade.

Miguel Burnier passou por diferentes nomes

(Foto: Ane Souz)

A história de Miguel Burnier pode ser acompanhada pelas diferentes denominações recebidas pela localidade.

No século XVIII, a região era conhecida como Xiqueiro do Namon, Xiqueiro do Alemão ou simplesmente Xiqueiro. A área possuía fazendas mineradoras e estava próxima de importantes caminhos utilizados durante o período colonial.

Mais tarde, a construção de uma capela dedicada a São Julião fez com que o lugar também passasse a ser conhecido pelo nome do santo.

A ferrovia e a atividade industrial trouxeram outra transformação. A história de Miguel Burnier apresentada pela Prefeitura registra que a localidade foi elevada à categoria de distrito em 1911. Em 1948, recebeu a denominação atual em homenagem ao engenheiro Miguel Noel Nascentes Burnier, diretor da estrada de ferro no ano em que a estação foi inaugurada, em 1884.

(Foto: Ane Souz)

Nas proximidades também funcionou a Usina Wigg, cuja produção era escoada pelos trilhos.

Miguel Burnier reúne, dessa forma, três fases importantes da história regional: mineração colonial, industrialização e ferrovia.

Engenheiro Corrêa cresceu em torno da Estação Sardinha

(Foto: PMOP)

A ocupação de Engenheiro Corrêa começou antes da chegada dos trilhos.

O primeiro núcleo era conhecido como Santo Antônio do Monte. Fazendas se estabeleceram nas proximidades de uma pequena capela dedicada a Santo Antônio, combinando mineração e produção de alimentos.

A configuração atual começou a tomar forma com a inauguração da ferrovia. Conforme a história de Engenheiro Corrêa reunida pela Prefeitura, a Estação Sardinha foi inaugurada em 1896 e recebeu esse nome por causa do Ribeirão Sardinha.

A comunidade cresceu ao redor da estação e passou a se chamar Engenheiro Corrêa em homenagem a Manuel Francisco Corrêa Júnior, engenheiro supervisor da estrutura ferroviária que morreu em um acidente nas proximidades.

O crescimento levou à construção de novos equipamentos religiosos e urbanos. Em 1953, Engenheiro Corrêa foi elevado à categoria de distrito.

Por que Ouro Preto ficou com tantos distritos?

Ouro Preto tem 12 distritos além da sede e cada um guarda uma parte da história do município.

Não existe uma única explicação para Ouro Preto possuir 12 distritos além da sede. A configuração atual é consequência da forma como a ocupação ocorreu ao longo de mais de três séculos.

A descoberta do ouro fez surgir núcleos separados em diferentes pontos do território. A necessidade de alimentar a população das minas estimulou fazendas e povoados agrícolas. Caminhos utilizados para circulação de pessoas e mercadorias ajudaram algumas comunidades a crescer. No século XIX, a ferrovia acrescentou novos polos de desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, o território foi sendo reorganizado administrativamente. Itabirito e Ouro Branco, por exemplo, deixaram de integrar Ouro Preto ao conquistarem autonomia municipal.

Essa história também explica por que os distritos mantêm identidades tão próprias. São Bartolomeu ficou associado à produção artesanal de doces. Santa Rita, à pedra-sabão. Lavras Novas desenvolveu forte atividade turística. Antônio Pereira mantém relação direta com a mineração. Rodrigo Silva, Miguel Burnier e Engenheiro Corrêa preservam marcas da história ferroviária.

O resultado é um município em que parte significativa da história está fora do núcleo urbano conhecido mundialmente. Os distritos guardam igrejas, capelas, antigas estações, festas religiosas, bandas de música, técnicas artesanais, tradições culinárias e paisagens que ajudam a contar diferentes fases da formação de Ouro Preto.

Administrativamente, o Plano Diretor municipal lista 13 distritos ao incluir Ouro Preto como distrito-sede. Para quem olha o município a partir da sede, entretanto, são 12 distritos espalhados pelo território, cada um formado por circunstâncias históricas diferentes e com uma identidade construída ao longo de gerações.

Sobre o autor Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).

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