A Volkswagen anunciou a chegada da Tukan, sua nova picape intermediária, no Brasil para os primeiros meses de 2027. O modelo está direcionado para o segmento em crescimento de picapes compactas e intermediárias, competindo diretamente com Fiat Toro, Chevrolet Montana e a estreante BYD Mako.

A Tukan será lançada com quatro versões no mercado brasileiro, divididas entre cabines simples e duplas, oferecendo opções para diferentes tipos de consumidores, desde uso comercial até lazer e trabalho misto:
- Robust Cabine Simples: versão de entrada com acabamento mais simples, incluindo para-choque, grade frontal, capas dos retrovisores e maçanetas em plástico fosco, além de rodas de aço aro 16.
- Iron Cabine Simples: variante mais equipada com cabine simples, trazendo rodas de liga leve aro 16 e para-choques na cor da carroceria.
- Magnet Cabine Dupla: versão intermediária com cabine dupla, rodas de liga leve e santantônio menos robusto que a topo de linha.
- Extreme Cabine Dupla: topo de linha com para-choques na cor do carro, faróis com filete cromado que faz a ligação entre as luzes, rodas de liga leve aro 16, estribos laterais e lanternas traseiras unidas por uma barra.
O nome das versões ainda pode sofrer alterações até o lançamento oficial, mas essas designações foram confirmadas por documentos internos acessados por fontes ligadas à Autoesporte.
Dimensões e mecânica
Com aproximadamente 4,70 metros de comprimento, 2,80 metros de entre-eixos, 1,80 metro de largura e 1,60 metro de altura, a Tukan se posiciona em tamanho semelhante à Chevrolet Montana, outro modelo popular no segmento de picapes intermediárias.
Na motorização, a picape apresentará duas configurações principais:
- As versões com cabine simples (Robust e Iron) usarão o motor 1.6 MSI aspirado flex de quatro cilindros, capaz de entregar até 116 cv de potência e 16,1 kgfm de torque. Há indícios de que a versão Robust poderá ser oferecida com opção exclusivamente a etanol.
- As versões de cabine dupla (Magnet e Extreme) terão motor 1.0 TSI turbo acoplado a um sistema híbrido leve de 12 volts (MHEV – Mild Hybrid Electric Vehicle), que melhora a eficiência energética e reduz o consumo.
Um destaque para o mercado brasileiro é a suspensão traseira, que usa eixo rígido do tipo ômega com molas semielípticas — o mesmo conjunto empregado na Fiat Strada. Essa configuração visa aumentar a robustez e a capacidade de carga da Tukan, favorecendo seu uso comercial ou em terrenos mais difíceis. Em todas as versões, os freios traseiros são a tambor, uma solução ainda usada em veículos utilitários pela sua resistência e menor custo de manutenção.
Equipamentos e tecnologia de segurança
As versões mais completas da Volkswagen Tukan trarão itens modernos de assistência ao condutor, que são comuns em veículos mais sofisticados e trazem mais segurança e conforto para o dia a dia:
- Frenagem autônoma de emergência (AEB), que detecta obstáculos e freia o veículo automaticamente para evitar batidas.
- Alerta de saída involuntária da faixa de circulação para prevenir desvios acidentais.
- Controle de cruzeiro adaptativo (ACC), com a capacidade de ajustar a velocidade conforme o trânsito e distância do veículo à frente.
- Reconhecimento de placas de trânsito para alertar o motorista sobre limites e condições da via.
- Farol alto automático que ajusta a iluminação conforme a presença de outros veículos.
No quesito conectividade, a Tukan contará com a central multimídia VW Play Connect, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de sensores de estacionamento traseiros e dianteiros, facilitando manobras e melhorando a experiência do usuário.
Contexto e impacto para o mercado brasileiro
A chegada da Volkswagen Tukan no Brasil indica a intenção da montadora de recuperar espaço no mercado de picapes intermediárias, segmento que ganhou destaque na última década pela versatilidade e popularidade entre famílias e pequenas empresas. A rivalidade com a Fiat Toro, que lidera o segmento, e com a Chevrolet Montana, reforça a competitividade do mercado.
Além disso, a escolha por uma motorização híbrida leve nas versões topo de linha está alinhada com as tendências mundiais de redução de emissão de poluentes e maior eficiência energética, um tema que começa a ganhar mais atenção no Brasil também, inclusive pelas futuras regulações ambientais mais rígidas.
Embora a motorização híbrida leve 1.0 TSI ainda não seja comum no Brasil, a oferta desse tipo de tecnologia pela VW na Tukan antecipará uma modernização do segmento, podendo influenciar outras montadoras a adotarem soluções semelhantes para picapes compactas e intermediárias.
Por enquanto, sem informações oficiais sobre preço, desempenho detalhado ou data exata de chegada às concessionárias, a expectativa é de que a Volkswagen Tukan comece a ser vendida oficialmente no primeiro semestre de 2027, com lançamento previsto para logo no início do ano.








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