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Amazonas e Minas Gerais mantém histórico de resultados alinhados à Presidência desde 1989

Em 2026, Lula venceu nos dois estados; em Minas Gerais, a disputa terminou com diferença de apenas 0,86 ponto percentual em relação a Flávio Bolsonaro

Foto de Carlos Daniel
Carlos.daniel_9@hotmail.com

Desde a primeira eleição presidencial direta após a redemocratização, em 1989, Amazonas e Minas Gerais apresentam um histórico em comum: em todas as dez eleições consideradas pelo levantamento do g1, o candidato eleito presidente também foi o mais votado nos dois estados.

O padrão se repetiu no segundo turno das eleições de 2026, realizado em 25 de outubro. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa nacional e também terminou à frente no Amazonas e em Minas Gerais.

No Amazonas, Lula recebeu 54,02% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 45,98%. Em Minas Gerais, a diferença foi menor: o petista alcançou 50,43%, contra 49,57% do adversário. A distância de 0,86 ponto percentual fez da votação mineira a disputa estadual mais apertada do país, segundo o levantamento.

O levantamento considera as dez eleições presidenciais realizadas entre 1989 e 2026. Nas disputas de 1994 e 1998, quando a eleição foi definida no primeiro turno, foram utilizados os resultados dessa etapa. Nos demais anos, a comparação considera a votação do segundo turno.

Histórico de votação nos dois estados

A tabela reúne os percentuais obtidos em cada estado pelo candidato que venceu a eleição presidencial, considerando os votos válidos.

AnoPresidente eleitoAmazonasMinas Gerais
1989Fernando Collor66,79%55,51%
1994Fernando Henrique Cardoso60,50%64,82%
1998Fernando Henrique Cardoso54,68%55,68%
2002Lula69,88%66,45%
2006Lula86,80%65,19%
2010Dilma Rousseff80,57%58,45%
2014Dilma Rousseff65,02%52,41%
2018Jair Bolsonaro50,27%58,19%
2022Lula51,10%50,20%
2026Lula54,02%50,43%

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No Amazonas, os maiores percentuais registrados para candidatos eleitos ocorreram em 2006 e 2010. Na primeira eleição, Lula obteve 86,80% dos votos válidos no estado. Quatro anos depois, Dilma Rousseff (PT) alcançou 80,57%.

Em 2018, o Amazonas voltou a registrar como vencedor estadual o candidato que conquistou a Presidência, mas a disputa foi mais equilibrada. Jair Bolsonaro, então filiado ao PSL, superou Fernando Haddad (PT) por uma diferença de 9.556 votos.

Em Minas Gerais, a votação dos candidatos eleitos à Presidência ficou próxima dos resultados nacionais nas duas últimas eleições. Em 2026, Lula recebeu 50,43% dos votos válidos no estado e 51,49% no Brasil. Em 2022, o petista obteve 50,20% em Minas Gerais e 50,90% no resultado nacional.

Minas Gerais teve virada entre os turnos

A eleição de 2026 também teve uma particularidade em Minas Gerais: o estado foi o único em que a liderança da disputa presidencial mudou entre o primeiro e o segundo turno.

Flávio Bolsonaro terminou a primeira votação com cerca de 589 mil votos de vantagem sobre Lula no estado. No segundo turno, porém, o petista reverteu o resultado e venceu por aproximadamente 109 mil votos.

Apesar da margem reduzida em Minas, Lula também venceu no Amazonas, onde obteve uma diferença maior em relação ao adversário. Os resultados dos dois estados repetiram o padrão observado desde 1989 no levantamento: o candidato eleito presidente também terminou a disputa à frente nesses dois locais.

Sobre o autor Carlos Daniel

Natural de Mariana (MG), jornalista formado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e apaixonado por futebol. Atua com reportagem, produção audiovisual e criação de conteúdo.

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