Ouro Preto apresentou um desempenho muito inferior ao das cidades vizinhas de Itabirito e Mariana na geração de empregos com carteira assinada em 2026. Entre janeiro e setembro, o município criou 201 postos de trabalho, enquanto Itabirito registrou saldo positivo de 969 vagas e Mariana alcançou 1.068, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Na comparação, Itabirito gerou 4,8 vezes mais empregos que Ouro Preto, enquanto Mariana criou 5,3 vezes mais. A diferença chama atenção porque os três municípios estão localizados na mesma região de Minas Gerais e possuem atividades econômicas ligadas à mineração, ao comércio e à prestação de serviços.
Em Ouro Preto, foram registradas 9.439 admissões e 9.238 desligamentos nos primeiros nove meses do ano. Apesar do elevado número de contratações, as demissões praticamente anularam a criação de vagas, deixando um saldo de apenas 201 novos empregos.
Itabirito apresentou números de contratações semelhantes aos de Ouro Preto, mas conseguiu manter um resultado muito superior. Foram 9.462 admissões e 8.493 desligamentos, com saldo positivo de 969 postos de trabalho.
Mariana, por sua vez, registrou 8.423 contratações e 7.355 demissões. Mesmo com menos admissões que as outras duas cidades, terminou o período com o melhor desempenho, acumulando 1.068 novos empregos.
Os dados mostram que a diferença entre os municípios não está apenas na quantidade de pessoas contratadas, mas principalmente na relação entre admissões e desligamentos.
Ouro Preto reage em setembro após oito meses de saldo negativo

O resultado de setembro foi positivo para Ouro Preto. O município registrou 1.203 admissões e 967 desligamentos, encerrando o mês com 236 novos empregos formais.
O desempenho foi suficiente para reverter o saldo negativo acumulado anteriormente. Isso porque, entre janeiro e agosto, Ouro Preto havia perdido 35 postos de trabalho. Com as contratações de setembro, o resultado dos nove primeiros meses passou a ser positivo em 201 vagas.
Mariana também apresentou crescimento em setembro, com 996 admissões e 755 desligamentos, resultando na criação de 241 empregos. Itabirito registrou 1.110 contratações e 1.055 demissões, com saldo de 55 vagas.
Portanto, no resultado mensal, Mariana e Ouro Preto tiveram desempenhos semelhantes, com diferença de apenas cinco empregos. Itabirito ficou atrás das duas cidades.
A situação muda quando são considerados os nove primeiros meses do ano. Enquanto Mariana e Itabirito já acumulavam centenas de novos postos de trabalho, Ouro Preto precisou do resultado de setembro para superar as perdas registradas anteriormente.
Veja o comparativo dos municípios entre janeiro e setembro de 2026:
| Indicador | Ouro Preto | Itabirito | Mariana |
|---|---|---|---|
| Admissões | 9.439 | 9.462 | 8.423 |
| Desligamentos | 9.238 | 8.493 | 7.355 |
| Saldo de empregos | 201 | 969 | 1.068 |
| Saldo de setembro | 236 | 55 | 241 |
| Estoque de empregos | 23.574 | 19.355 | 18.339 |
Ouro Preto tem mais trabalhadores formais, mas cria menos vagas
Outro dado importante do levantamento é que Ouro Preto possui o maior estoque de empregos com carteira assinada entre os três municípios.
Segundo o Novo Caged, a cidade contabiliza 23.574 vínculos formais de trabalho, contra 19.355 em Itabirito e 18.339 em Mariana.
Isso significa que Ouro Preto possui uma base de empregos formais maior que a das duas cidades vizinhas, mas apresentou crescimento muito menor no período analisado.
Em termos proporcionais, o saldo de 201 empregos representa aproximadamente 0,9% do estoque informado para Ouro Preto. Em Itabirito, a relação chega a 5%, enquanto Mariana apresenta cerca de 5,8%. Esses percentuais são comparações entre o saldo acumulado e o estoque apresentado no painel, não taxas oficiais de crescimento do emprego.
A diferença também aparece quando se observa o cenário estadual e nacional.
Minas Gerais acumulou 129.777 novos empregos formais entre janeiro e setembro de 2026, resultado de 2.207.913 admissões e 2.078.136 desligamentos.
No Brasil, foram contabilizadas 20.826.877 contratações e 19.577.963 desligamentos, com saldo positivo de 1.248.914 postos de trabalho.

Embora Ouro Preto tenha acompanhado a tendência de saldo positivo registrada no estado e no país, seu desempenho acumulado ficou abaixo do observado nos municípios vizinhos.
Os dados do Novo Caged não permitem, por si só, determinar as causas dessa diferença. Para identificar os fatores responsáveis pelo desempenho de cada cidade, seria necessário examinar as contratações e demissões por setor econômico, além de considerar a dinâmica das empresas e dos investimentos locais.
O levantamento considera apenas os empregos formais abrangidos pelo Novo Caged. Trabalhadores informais e outras formas de ocupação sem vínculo empregatício não estão incluídos nesses números.







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