Os combates na costa oeste do Iêmen continuam intensos e já forçaram mais de 100 mil pessoas a fugirem de suas casas, segundo a Organização Mundial para Migrações, OIM.

Nas últimas semanas, as forças houthis, que são apoiadas pelo Irã, tomaram diversas cidades importantes antes controladas pelo governo iemenita. Com este rápido avanço, o grupo rebelde agora controla o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global.
Famílias fugindo durante a madrugada
Segundo agências de notícias, nesta quarta-feira os houthis alegaram ter derrubado um caça da Arábia Saudita. O governo saudita acusa o grupo armado de ter disparado um drone perto da cidade de Meca, local sagrado para os muçulmanos.
Dentro do Iêmen, os confrontos entre rebeldes e forças do governo estão colocando a população sob o fogo cruzado. Muitas famílias tentam fugir durante a madrugada, levando apenas aquilo que conseguem carregar.
Os trabalhadores humanitários afirmam que o ritmo do deslocamento está superando a capacidade de resposta. Taiz, a terceira maior cidade do país, continua sendo o epicentro da crise, com mais de 63 mil pessoas deslocadas.
A diretora-geral da OIM, Amy Pope, lembrou que o Iêmen é “um país devastado pela guerra, pelo deslocamento, pela pobreza e pelos impactos climáticos”.
Ela ressaltou que ignorar o sofrimento dos civis é “inaceitável”, uma vez que as necessidades continuam a aumentar.
Agência da ONU fornece abrigo e proteção
Em resposta às crescentes necessidades, a OIM está auxiliando famílias recém-deslocadas por meio de abrigo, itens não alimentares e assistência de proteção. A Agência também está monitorando os movimentos populacionais, gerando dados em tempo real para apoiar a resposta em todo o país.
Até o momento, a OIM está apoiando 460 famílias com itens não alimentares e 449 famílias com assistência habitacional.
No país vizinho, o Djibuti, o número de pessoas que atravessaram a fronteira do Iêmen chegou a 2.776, segundo os dados mais recentes. A OIM continua prestando serviços para os recém-chegados, incluindo 1,5 mil refeições quentes, duas vezes por dia.
Além disso, a agência tem prestado serviços de proteção a 758 pessoas.
Em meio a uma situação instável a A OIM apela aos doadores para que financiem imediatamente a resposta antes que mais famílias sejam forçadas a deixar suas casas.
Fonte: ONU News







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