terça-feira, 15 de setembro de 2026 Jornalismo independente de Minas Gerais
Siga o Mais Minas
CÂMARA DE MARIANA

Copasa suspeita de sabotagem após quatro rompimentos de adutoras em BH e Contagem

Empresa levou ao MPMG hipótese de ação criminosa após ocorrências consecutivas e danos ao sistema antiodor da Lagoa da Pampulha

Foto de Carlos Daniel
Carlos.daniel_9@hotmail.com

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recebeu informações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) sobre uma possível sabotagem envolvendo quatro rompimentos de adutoras registrados em Belo Horizonte e Contagem entre agosto e setembro. A empresa também identificou danos no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha e avalia que os episódios podem estar relacionados a ações criminosas.

A suspeita foi apresentada pela presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, durante uma reunião realizada na segunda-feira (14), na sede da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), em Belo Horizonte. Segundo a companhia, a hipótese surgiu a partir de levantamentos iniciais feitos internamente.

Durante o encontro, a presidente informou que a Copasa vai repassar ao Ministério Público os dados e informações já levantados sobre os episódios. A partir da análise desse material, o MPMG poderá decidir pela abertura de uma investigação criminal para verificar se houve sabotagem e identificar eventuais responsáveis.

A reunião contou com a participação do coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Giovani Avelar Oliveira, e do promotor Thiago Augusto Vale Lauria, da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic).

Rompimentos ocorreram em diferentes pontos

O primeiro rompimento ocorreu na madrugada de 19 de agosto, na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, na região Oeste de Belo Horizonte. A ocorrência provocou alagamentos e fez com que a água invadisse imóveis e atingisse vias da região.

Em 5 de setembro, uma nova adutora se rompeu na Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da capital.

Dois dias depois, durante o feriado de 7 de setembro, outro rompimento foi registrado no bairro Milionários, na região do Barreiro.

O quarto caso ocorreu às margens da BR-040, no bairro Kennedy, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além dos problemas nas adutoras, a Copasa identificou danos no sistema antiodor, instalado na Lagoa da Pampulha. Durante uma vistoria técnica realizada em 8 de setembro, foram encontradas peças danificadas e constatada a ausência de cabos que, segundo a empresa, haviam sido furtados. Os danos comprometeram o funcionamento do equipamento.

O sistema fica nas proximidades do Aeroporto da Pampulha. O caso foi incluído nas informações apresentadas pela companhia ao MPMG, que deverá analisar o material antes de definir os próximos passos da apuração.

Até o momento, a sabotagem é tratada como uma hipótese levantada pela própria Copasa. Não há, nas informações divulgadas pelo MPMG, confirmação de que os rompimentos e os danos ao sistema antiodor tenham sido provocados intencionalmente.

Sobre o autor Carlos Daniel

Natural de Mariana (MG), jornalista formado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e apaixonado por futebol. Atua com reportagem, produção audiovisual e criação de conteúdo.

PARTICIPE

Comentários

Contribua com informações, contexto e opiniões sobre a notícia. Mantenha o respeito aos demais leitores.

Comentar como visitanteSem criar uma conta

Seu comentário

Seu e-mail não é publicado e é usado somente para identificação e moderação. O comentário não cria uma conta de usuário no site.

0/4000

Ao enviar, você concorda com a moderação editorial e com a Política de Privacidade do Mais Minas.