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CÂMARA DE MARIANA

Minas Gerais teve mais de 12 mil crianças registradas sem o nome do pai em 2025

Defensoria Pública recebe inscrições para iniciativa que oferece reconhecimento de paternidade e exames de DNA; prazo termina em 2 de outubro

Foto de Carlos Daniel
Carlos.daniel_9@hotmail.com

Mais de 12 mil crianças nascidas em Minas Gerais em 2025 não tinham o nome do pai na certidão de nascimento, segundo dados da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). Para tentar reduzir esse número e facilitar o acesso ao reconhecimento da filiação, a instituição realiza, em outubro, mais uma edição do Mutirão Direito a Ter Pai.

A iniciativa chega à 14ª edição e recebe inscrições até 2 de outubro. O atendimento será realizado na sede da DPMG, em Belo Horizonte, e inclui tanto casos em que existe consenso sobre a paternidade quanto situações nas quais é necessário confirmar a filiação por meio de exame de DNA.

As atividades do mutirão estão programadas para ocorrer entre 19 e 23 de outubro. O último dia será reservado exclusivamente para a realização dos exames de DNA.

Nome no registro pode garantir outros direitos

O reconhecimento da paternidade não representa apenas uma alteração na certidão de nascimento. De acordo com a Defensoria Pública, a definição da filiação pode estar relacionada a outros direitos, como pensão alimentícia, guarda e convivência familiar.

A defensora pública Flávia Marcelle de Morais, coordenadora de Família e Sucessões da DPMG, explica que o registro também tem relação com a identidade e a dignidade da criança. A instituição considera importante que o documento represente a realidade familiar.

O procedimento também pode ser procurado por pessoas que ainda não têm certeza sobre quem é o pai. Nesses casos, é possível indicar uma ou mais pessoas que possam ter relação de paternidade. A Defensoria pode fazer o contato e, quando necessário, encaminhar a realização do exame de DNA.

Quando existe acordo, o reconhecimento pode ser feito de maneira voluntária. Se não houver consenso, o caso pode seguir para a Justiça por meio de uma ação judicial.

Procura pelo serviço aumentou

Os números das últimas edições mostram que a procura pelo mutirão cresceu. Em 2025, 1.914 pessoas foram atendidas, enquanto, no ano anterior, haviam sido 1.100, aumento de aproximadamente 74%.

Na 13ª edição, foram agendados 250 exames de DNA, além de 72 reconhecimentos espontâneos de paternidade e 60 reconhecimentos de paternidade ou maternidade socioafetiva.

Desde o início do projeto, em 2011, a DPMG informa que quase 70 mil pessoas já foram atendidas. Nesse período, foram realizados 10.941 exames de DNA e registrados 3.461 reconhecimentos espontâneos de paternidade.

Como participar

As inscrições para a 14ª edição ficam abertas até 2 de outubro e devem ser feitas presencialmente na Defensoria Pública de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Confira os detalhes

14ª edição do Mutirão Direito a Ter Pai
Inscrições:
até 2 de outubro de 2026
Local: Defensoria Pública de Minas Gerais
Endereço: Rua dos Guajajaras, 1.707, 8º andar, Barro Preto, Belo Horizonte
Sessões: de 19 a 23 de outubro
Exames de DNA: 23 de outubro
Inscrições: presencialmente

Sobre o autor Carlos Daniel

Natural de Mariana (MG), jornalista formado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e apaixonado por futebol. Atua com reportagem, produção audiovisual e criação de conteúdo.

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