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CSN Mineração reduz produção no complexo de Pires, em Ouro Preto, e corta projeção para 2026

Empresa atribui medida ao aumento do custo do frete e às condições do mercado; estimativa de produção e compras de minério caiu para até 41 milhões de toneladas

Foto de Rodolpho Bohrer
comunicacao@maisminas.org

A CSN Mineração reduziu temporariamente a produção de minério de ferro de menor qualidade na Planta de Beneficiamento a Seco do complexo de Pires, em Ouro Preto, no distrito de Miguel Burnier. A decisão foi comunicada ao mercado na terça-feira, 29 de setembro, e levou a companhia a revisar para baixo sua projeção de produção e compras de minério de terceiros em 2026.

Segundo a empresa, a medida foi tomada diante de um cenário de mercado mais apertado e da pressão provocada pelo aumento dos custos de frete. A redução atinge especificamente a produção de minério de menor qualidade e poderá ser revertida caso as condições de comercialização voltem a proporcionar margens consideradas adequadas pela companhia.

Com a mudança na operação de Ouro Preto e a expectativa de menores volumes de minério adquiridos de terceiros nos próximos meses, a CSN Mineração reduziu a projeção anual de produção e compras. A estimativa, que estava entre 45 milhões e 47 milhões de toneladas, passou para uma faixa de 39 milhões a 41 milhões de toneladas.

No limite superior das duas projeções, a diferença chega a 6 milhões de toneladas. Considerando o limite inferior, a redução também é de 6 milhões de toneladas.

Custo por tonelada também aumenta

A companhia também revisou a estimativa do custo caixa C1 para 2026. A projeção anterior estava entre US$ 22 e US$ 23,50 por tonelada e passou para uma faixa entre US$ 25 e US$ 26 por tonelada.

O indicador considera os custos diretos relacionados à produção do minério até sua chegada ao porto e é utilizado para acompanhar a competitividade da operação.

A revisão ocorre em um momento de aumento do custo do transporte marítimo de minério de ferro. O frete na rota Tubarão-Qingdao, uma das referências do setor, passou de aproximadamente US$ 19 por tonelada no mesmo período do ano passado para cerca de US$ 40 por tonelada.

A alta do frete marítimo está relacionada aos efeitos da guerra no Irã. Outras mineradoras de pequeno e médio porte também reduziram a produção nas últimas semanas, especialmente empresas sem estrutura própria de escoamento por ferrovias e portos.

Sobre o autor Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).

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