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CÂMARA DE MARIANA

Viveiro da Samarco em Ouro Preto chega a 1 milhão de mudas produzidas para recuperação ambiental

Centro instalado em Antônio Pereira desde 2019 alcançou capacidade superior a 300 mil mudas por ano e atende projetos de restauração e compensação ambiental

Foto de Mais Minas
redacao@maisminas.org

Um viveiro mantido pela Samarco em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, chegou à marca de aproximadamente 1 milhão de mudas produzidas desde 2019. A estrutura alcançou em 2026 capacidade superior a 300 mil mudas por ano e integra as ações de restauração e compensação ambiental desenvolvidas pela mineradora na Bacia do Rio Doce.

O Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal (Cedasf) funciona na Vila Residencial Antônio Pereira. Segundo dados divulgados pela Samarco, mais de 500 mil mudas foram produzidas somente entre 2025 e 2026, principalmente de espécies nativas da Bacia do Rio Doce.

Parte dessa produção está relacionada às ações de reparação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015.

Produção atende cerca de 1,9 mil hectares de plantios

Na imagem, Viveiro florestal no Centro de Desenvolvimento Ambiental, Social e Florestal, CEDASF, no distrito de Antonio Pereira.
(Imagem: Buffalo Digital)

As mudas cultivadas em Antônio Pereira são destinadas a diferentes frentes. Entre elas estão plantios compensatórios vinculados à Licença de Operação Corretiva (LOC), áreas de reparação, campanhas ambientais e doações para moradores e instituições.

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) está entre as instituições que já receberam mudas. Ipês e quaresmeiras, segundo a empresa, estão entre as espécies mais procuradas nas doações.

A Samarco informa que aproximadamente 1,9 mil hectares de plantios estão vinculados às suas licenças ambientais. Parte dessas áreas fica próxima a unidades de conservação, entre elas os parques estaduais do Itacolomi e da Serra do Brigadeiro.

O Cedasf também trabalha com espécies nativas ameaçadas de extinção e desenvolve atividades de educação ambiental.

“Cada muda produzida aqui ajuda a reparar, compensar e reflorestar áreas da região, priorizando espécies nativas, muitas ameaçadas de extinção”, afirmou Ezequiel Faria, analista de Meio Ambiente responsável pelo centro.

Rede já coletou 185 toneladas de sementes da Mata Atlântica

A produção de mudas está ligada a outra frente de restauração ambiental mantida pelos programas de reparação da Samarco. A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas reúne atualmente cerca de 1.250 coletores ativos, distribuídos em 33 núcleos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Desde o início do projeto, mais de 185 toneladas de sementes nativas da Mata Atlântica foram coletadas. O banco formado pela iniciativa reúne 354 espécies, utilizadas tanto na produção de mudas quanto na semeadura direta de áreas em recuperação.

A atividade também se tornou fonte de renda para os participantes. Conforme os números divulgados pela Samarco, aproximadamente R$ 16,4 milhões foram destinados aos coletores desde a criação da rede.

Em Minas Gerais, a iniciativa foi ampliada em 2026 com a entrada da Aldeia Indígena Mirueira Pataxó, em Guanhães, e de três assentamentos rurais em Jampruca, além da retomada de um núcleo em Nacip Raydan.

O crescimento do núcleo de Jampruca chama atenção. O grupo passou de dez participantes, em 2022, para 47 coletores ativos em 2026, com previsão de fornecer aproximadamente seis toneladas de sementes ao longo deste ano.

No Espírito Santo, a rede está presente em Alto Rio Novo e Linhares. Em Alto Rio Novo, o volume coletado foi de três toneladas em 2025 e a estimativa para 2026 é chegar a 10,5 toneladas.

Manguezais também recebem mudas

Além da produção em Ouro Preto, a Samarco mantém em Ubu, distrito de Anchieta, no Espírito Santo, um cultivo específico de mangue-branco e mangue-preto.

A produção atende a uma condicionante ambiental do Ibama que prevê o plantio de 14 hectares próximos a uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável. A meta informada pela empresa é produzir 14 mil mudas até meados de 2027.

As diferentes frentes fazem parte das ações de restauração ambiental conduzidas pela mineradora em Minas Gerais e no Espírito Santo, incluindo medidas relacionadas à reparação da Bacia do Rio Doce.

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