Mariana vai receber um curso de Psicologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A criação da graduação foi aprovada pelo Conselho Universitário (Cuni), em reunião extraordinária nesta sexta-feira (6), conforme publicado pela Agência Primaz. O curso será oferecido no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), com 100 vagas por ano, divididas em duas entradas semestrais de 50 estudantes.

A formação terá duração de cinco anos e aulas no período da tarde. A proposta prevê o uso de salas do instituto que ficam disponíveis nesse horário. A Prefeitura de Mariana vai apoiar a estrutura do curso com laboratórios, salas de aula e gabinetes para os professores.
Formação terá duas áreas de aprofundamento
O projeto prevê duas áreas de aprofundamento. Uma prepara psicólogos para trabalhar nas escolas da educação básica, que, conforme a Lei 13.935/2019, devem contar com profissionais de Psicologia e Serviço Social.
A outra área será voltada à saúde mental e ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta prevê atenção a populações negras, quilombolas, indígenas e rurais, além de pessoas atingidas por desastres.
A demanda por psicólogos na Região dos Inconfidentes foi um dos argumentos apresentados em defesa da graduação. A região é marcada pela atividade mineradora e pelos impactos do rompimento da barragem de Fundão.
O prefeito Juliano Duarte participou da reunião do Cuni e destacou o aumento da procura por atendimento psicológico na rede municipal.
“A gente sabe que a saúde mental é uma demanda que vem crescendo cada vez mais no SUS, nas demandas que chegam à Secretaria Municipal de Saúde. Então, a gente terá profissionais formados no nosso território que vão atender no Suas (Sistema Único de Assistência Social), no SUS e principalmente casos de violências contra as mulheres, de apoio a essas famílias”, afirmou.
Duarte também relacionou a criação do curso ao fortalecimento da economia local e à diversificação das atividades da cidade.
“A gente sabe que a mineração um dia vai acabar, como o ciclo do ouro também acabou, e a gente se tornando referência de educação é uma forma também de movimentar e fortalecer toda a cadeia produtiva local”, disse.






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