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Presidente da Câmara de Mariana repudia banalização da violência contra pessoas LGBTQIAPN+

Ediraldo Ramos citou lei municipal de inclusão profissional de pessoas trans e afirmou que divergências políticas não justificam discursos de ódio e intolerância

Foto de Carlos Daniel
Carlos.daniel_9@hotmail.com

O presidente da Câmara Municipal de Mariana, Ediraldo Ramos, se manifestou após a repercussão da publicação de Eric Dias de Souza, que levou o vereador Samuel de Padre Viegas a anunciar a exoneração do assessor parlamentar. O conteúdo, divulgado nos stories do Instagram, ironizou temores de perseguição e violência contra pessoas LGBTQIAPN+ em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Em manifestações divulgadas nas redes sociais, Ediraldo reafirmou seu compromisso com os direitos humanos, a dignidade e a cidadania da população LGBTQIAPN+. O parlamentar também repudiou manifestações que banalizem a violência, a discriminação, a perseguição ou o extermínio de pessoas da comunidade.

“A violência contra essa população não é motivo de piada e não pode ser utilizada como instrumento de disputa política”, afirmou o presidente da Câmara.

A publicação de Eric foi feita nos stories de seu perfil pessoal no Instagram e motivou uma nota de repúdio da Associação Mães da (R)existência. Após a repercussão, Samuel de Padre Viegas anunciou que decidiu exonerar o assessor. Segundo o vereador, a medida ainda será formalizada pelos procedimentos administrativos da Câmara Municipal.

Ediraldo também destacou a Lei Municipal nº 3.578/2022, da qual é autor. A legislação instituiu uma política pública de inclusão profissional de pessoas transgênero e travestis em Mariana. Segundo o parlamentar, a norma representa o compromisso do município com a inclusão, a igualdade de oportunidades e o enfrentamento da marginalização histórica dessa população.

Em uma das manifestações, Ediraldo afirmou que divergências políticas não podem justificar discursos de ódio: “Divergências políticas jamais podem servir de justificativa para discursos de ódio ou para a banalização da violência”, escreveu.

O presidente da Câmara também declarou que não compactua com manifestações de ódio, intolerância e desrespeito à dignidade humana. Ao abordar o papel da democracia, reforçou que a liberdade de opinião não deve ser usada para legitimar o preconceito.

“A democracia permite divergências, mas não autoriza o preconceito, a desumanização ou a banalização da violência”, afirmou.

Ao final de sua manifestação, Ediraldo reafirmou seu compromisso com a defesa da vida, da inclusão e do respeito às diferenças, defendendo uma Mariana mais justa e respeitosa para todos.

As manifestações do presidente da Câmara se somam à repercussão pública da publicação de Eric e ao anúncio de exoneração feito por Samuel de Padre Viegas.

Sobre o autor Carlos Daniel

Natural de Mariana (MG), jornalista formado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e apaixonado por futebol. Atua com reportagem, produção audiovisual e criação de conteúdo.

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