Mariana e outros 18 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo receberam cerca de R$ 422 milhões da Samarco após aderirem, em 2026, ao Novo Acordo do Rio Doce. O repasse foi realizado nesta quarta-feira, 30 de setembro, e contempla recursos para ações de reparação e compensação, além de investimentos em saneamento básico.

Do montante transferido, R$ 249,5 milhões correspondem às três primeiras parcelas previstas no Novo Acordo, com atualização monetária. Outros R$ 49,1 milhões são destinados a iniciativas reparatórias e aproximadamente R$ 123,9 milhões serão aplicados em ações de saneamento básico.
Os valores são destinados às administrações municipais, que passam a contar com os recursos previstos no acordo para execução das ações contempladas pelos termos de adesão.
Mariana está entre os novos municípios
Dos 19 municípios que aderiram ao acordo neste ano, 15 estão em Minas Gerais e quatro no Espírito Santo.
Em território mineiro, aderiram Aimorés, Alpercata, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Galileia, Ipaba, Itueta, Mariana, Naque, Periquito, São Domingos do Prata, São José do Goiabal e Tumiritinga.
No Espírito Santo, os novos integrantes são Aracruz, Baixo Guandu, Marilândia e Sooretama.
Com as adesões formalizadas em 2026, 45 dos 49 municípios considerados elegíveis passaram a integrar o Novo Acordo do Rio Doce.
O processo ocorreu durante mediação conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região, o TRF-6, após solicitação do Consórcio Público para Defesa e Revitalização do Rio Doce, o Coridoce. Segundo as informações divulgadas, os termos seguem os mesmos critérios e valores estabelecidos para os municípios que haviam aderido anteriormente.
Recursos para saneamento e políticas públicas
A Samarco afirma que os repasses podem ampliar a capacidade de investimento dos municípios em áreas como saneamento e serviços públicos.
O presidente da empresa, Rodrigo Vilela, afirmou que a chegada dos recursos aos novos municípios amplia as possibilidades de investimentos relacionados à reparação.
“Há uma possibilidade real de transformação ao longo do Rio Doce. Os municípios que já estão aplicando os recursos vêm mostrando o quanto esses investimentos podem fazer diferença na vida das pessoas. Com a chegada dos valores às novas cidades, essa oportunidade se amplia”, afirmou.
Segundo Vilela, a aplicação dos recursos também depende de planejamento e transparência por parte dos municípios.
“Temos uma oportunidade histórica, e transformar esse potencial em resultados duradouros exige planejamento, transparência e compromisso com as prioridades da população”, declarou.
Novo Acordo prevê R$ 170 bilhões
O Novo Acordo do Rio Doce foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal em novembro de 2024 e estabelece medidas relacionadas à reparação e compensação pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana.
O acordo prevê R$ 170 bilhões para continuidade e conclusão das medidas de reparação e compensação.
A construção do acordo envolveu Samarco, Vale, BHP Brasil, União, governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e outras instituições de Justiça.





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