O Governo de Minas Gerais anunciou nesta terça-feira (29) um acordo de R$ 32 milhões em patrocínios para Atlético, Cruzeiro e América. Os recursos serão destinados pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), após a proibição federal de publicidade e patrocínios relacionados a casas de apostas.

Do total anunciado, Atlético e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto o América terá direito a R$ 2 milhões. Segundo o governo estadual, os contratos serão anuais.
O anúncio ocorreu durante uma reunião em Belo Horizonte, que contou com a participação do governador Mateus Simões e de representantes dos três clubes. Pedro Lourenço, sócio-majoritário da SAF do Cruzeiro; Renato Salvador, um dos acionistas da SAF do Atlético; e Marcus Salum, presidente da SAF do América, participaram do encontro.
A definição dos valores levou em consideração, segundo o governo, os montantes que a Cemig destinava aos clubes quando mantinha contratos de patrocínio com as equipes. Os valores históricos foram atualizados para a realidade atual.
Contrapartidas dos clubes
Os acordos deverão incluir contrapartidas por parte das equipes. Entre elas estão investimentos no futebol feminino e a disponibilização de ingressos gratuitos para estudantes de baixa renda em partidas específicas.
A exposição das marcas da Cemig e da Codemig nos uniformes ainda será definida individualmente com cada clube. A negociação também deverá considerar os contratos de patrocínio que as equipes já possuem com outras empresas.
Athletic e Uberlândia
Além de Atlético, Cruzeiro e América, o Governo de Minas informou que pretende negociar novos acordos de patrocínio com o Athletic, de São João del-Rei, e o Uberlândia.
Os valores destinados às duas equipes ainda não foram definidos. As negociações ocorrem após a mudança nas regras federais para o setor de apostas.
A medida provisória publicada pelo governo federal na sexta-feira (25) proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa e jogos online no país. A mudança também afeta contratos de patrocínio mantidos entre empresas de apostas e clubes de futebol.







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