Em pauta no STF esta terça-feira (03), a discussão sobre a proibição das bets no Brasil segue dando pano para manga. Convidados para participar de uma audiência pública mediada pelo Ministro Luiz Fux, 11 clubes brasileiros enviaram seus representantes para discursar sobre a medida em Brasília.

Trazendo fala mais polêmica da audiência o presidente Matheus Montenegro, do Fluminense em seu discurso reconheceu o drama das famílias que sofrem com o vício da ludopatia. No entanto, argumentou que esse problema não pode se sobrepor ao das famílias atingidas pelo desemprego que pode assolar os funcionários do esporte em decorrência da medida.
Primeiro a discursar na audiência, Flavio Willeman – Vice Presidente Geral do Flamengo – argumentou que a proibição pode causar um prejuízo de aproximadamente 430 milhões de reais ao Rubro-Negro. O representante também argumentou que esse rombo poderia atingir diretamente o emprego de mais de 1200 funcionários do futebol e dos esportes olímpicos do clube.
Além disso, Willeman também argumentou que a proibição não possui a efetividade necessária para resolver o problema do vício, trazendo ao debate um suposto crescimento do mercado ilegal das apostas esportivas durante o período de proibição das apostas. Por fim, defendeu uma melhora na regulamentação, ao invés da proibição total.
Em seu discurso, o Cruzeiro representado na figura de José Francisco Cimino Mansur, trouxe à tona o episódio em que o Boca Juniors na partida de volta da semifinal da Sulamericana contra o Vasco, estampou em sua camisa um patrocínio de casa de apostas. A partir deste ponto, argumentou que a proibição ao longo dos anos, pode causar um desequilíbrio competitivo entre os clubes brasileiros e sulamericanos.
Vale ressaltar que antes do início da audiência, o Presidente Lula postou em suas redes sociais um comunicado em vídeo falando sobre a reunião e cobrou do Ministro Luiz Fux uma representação maior da sociedade civil no debate, defendendo a proibição das apostas.







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