O turismo de Minas Gerais cresceu 6,6% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, desempenho superior à média brasileira, que registrou avanço de 0,9%. Os dados foram analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), com base na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o segundo mês consecutivo de crescimento da atividade turística mineira na comparação anual. Em julho, o setor havia avançado 1,6%, resultado que ganhou força em agosto, quando a expansão chegou a 6,6%.
Na comparação com o mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o volume de atividades turísticas em Minas aumentou 3,2% em agosto, acima dos 2,5% registrados no país. O resultado também representa a segunda alta mensal consecutiva no estado, após crescimento de 3,7% em julho.
Apesar dos indicadores positivos, o setor ainda não conseguiu recuperar todas as perdas registradas no início de 2026. Entre janeiro e agosto, a atividade turística mineira acumulou retração de 3%, enquanto a queda nacional foi de 0,8%.
Turismo mineiro reduz perdas acumuladas ao longo de 2026
A recuperação observada nos últimos meses contribuiu para diminuir o resultado negativo do turismo em Minas Gerais.
Em março, o setor acumulava queda de 7,2% desde o início do ano. A partir dos meses seguintes, a retração foi sendo reduzida, chegando a 3% no levantamento de agosto.
O movimento também aparece na comparação dos últimos 12 meses. Em maio, a atividade turística mineira apresentava queda acumulada de 6,7%. Em agosto, o indicador havia melhorado para uma retração de 4,4%.
No Brasil, o resultado foi diferente. O turismo nacional registrou crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses encerrados em agosto.
Os dados indicam que, embora Minas Gerais tenha apresentado desempenho superior ao brasileiro nos resultados mais recentes, o estado ainda enfrenta dificuldades para reverter as perdas acumuladas em períodos mais longos.
Transportes, alimentação e serviços relacionados a viagens registram queda
O levantamento da Fecomércio MG também analisou segmentos de serviços que possuem relação com a atividade turística, como transporte de passageiros, hospedagem, alimentação, lazer e serviços de viagens.
Em Minas Gerais, o grupo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio acumulou retração de 2,8% entre janeiro e agosto. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 2,2%.
No Brasil, os resultados foram menos negativos, com recuos de 1,5% no acumulado do ano e de 0,1% em 12 meses.
Outro segmento que apresentou dificuldades foi o de serviços prestados às famílias, categoria que inclui atividades de alojamento, alimentação, lazer e entretenimento.
Em Minas, esse grupo registrou queda de 0,7% nos oito primeiros meses de 2026 e de 1,3% no acumulado de 12 meses. No cenário nacional, houve crescimento de 2,4% e 1,8%, respectivamente.
As atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares também tiveram desempenho negativo no estado. O grupo, que abrange serviços relacionados a viagens, como agências de turismo, operadoras e locação de veículos, apresentou retração de 1,7% tanto no acumulado do ano quanto em 12 meses.
No país, o mesmo segmento cresceu 2,4% entre janeiro e agosto e 2,5% nos últimos 12 meses.
Embora essas categorias incluam atividades que não são exclusivamente turísticas, os indicadores ajudam a dimensionar o desempenho de serviços que integram ou atendem à cadeia econômica do turismo.
Minas ocupa 9ª posição entre estados pesquisados
Entre as 17 unidades da Federação acompanhadas pelo indicador de atividades turísticas do IBGE, Minas Gerais apresentou o nono melhor desempenho no acumulado de janeiro a agosto de 2026.
Mesmo nessa posição, o resultado mineiro permaneceu negativo, com retração de 3%.
Outros estados registraram crescimento no mesmo período. A Bahia teve expansão de 7,4%, seguida pelo Rio de Janeiro, com 4,9%, e pelo Espírito Santo, com 2,5%.
Na comparação dos últimos 12 meses, a posição de Minas Gerais foi ainda mais baixa. O estado ficou em 15º lugar entre os 17 pesquisados, com queda de 4,4%.
Nesse intervalo, a Bahia acumulou crescimento de 6,7%, enquanto o Rio de Janeiro registrou avanço de 5,3%.
A diferença entre os resultados mostra que a recuperação recente do turismo mineiro ainda não foi suficiente para aproximar o desempenho acumulado do estado daquele registrado por outros destinos nacionais.
Recuperação depende da manutenção do crescimento
Os resultados de julho e agosto indicam uma mudança no comportamento da atividade turística em Minas Gerais após as quedas registradas no início do ano.
O crescimento de 6,6% em agosto, associado ao avanço mensal de 3,2%, demonstra uma melhora recente do setor. Entretanto, os indicadores acumulados continuam negativos, especialmente nos segmentos de transportes e serviços relacionados ao turismo.
Para que o desempenho positivo dos últimos meses também apareça no balanço anual, será necessário que a atividade mantenha o crescimento nos próximos levantamentos.
A evolução dos serviços de transporte, hospedagem, alimentação, lazer e viagens será um dos fatores a serem acompanhados para avaliar a continuidade dessa recuperação.
Sobre o levantamento
A análise foi elaborada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE.
O estudo considera o volume de atividades turísticas de agosto de 2026 e apresenta comparações com o mês anterior, com agosto de 2025, com o acumulado do ano e com os últimos 12 meses.
A Fecomércio MG representa empresas dos setores de comércio de bens, serviços e turismo em Minas Gerais e integra o Sistema Comércio, ao lado do Sesc e do Senac.








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