A Vale recebeu autorização do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) para ampliar o reaproveitamento de rejeitos de minério de ferro no complexo minerário de Vargem Grande, em Itabirito. A decisão foi tomada na sexta-feira (23), durante reunião do colegiado, conforme informações publicadas pelo jornal O Fator.

A aprovação permite que a mineradora aumente em 2,5 mil toneladas por ano a quantidade de rejeitos reaproveitados da barragem Maravilhas II. Com a mudança, o volume autorizado passa a ser de 8.129 toneladas anuais.
O material será destinado à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) da mina do Pico, onde o minério de ferro presente nos rejeitos poderá ser recuperado e beneficiado. Tanto a barragem quanto a unidade de tratamento integram o complexo de Vargem Grande.
A proposta recebeu aprovação unânime dos 12 integrantes do Copam presentes na reunião. O conselho reúne representantes de órgãos públicos estaduais e federais, entidades empresariais, organizações não governamentais e da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).
Vale poderá ampliar disposição de rejeitos em duas cavas
Além do aumento no reaproveitamento de rejeitos, a licença ambiental autoriza a ampliação do volume de materiais depositados nas cavas Galinheiro e Sapecado, também localizadas no complexo minerário de Vargem Grande.
Na cava Galinheiro, a Vale poderá acrescentar 457,8 mil metros cúbicos de rejeitos, elevando a capacidade total autorizada para aproximadamente 2,3 milhões de metros cúbicos.
Segundo informações apresentadas pela mineradora à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a necessidade de ampliação está relacionada ao processo de descaracterização da barragem Vargem Grande.
A empresa informou que os rejeitos acumulados na estrutura passaram a ser destinados à cava Galinheiro, após a obtenção de uma licença ambiental em 2025. Entretanto, o espaço inicialmente previsto não teria sido suficiente.
De acordo com a justificativa apresentada, o reaproveitamento dos rejeitos apresentou desempenho inferior ao esperado, reduzindo a vazão do material e exigindo uma revisão da capacidade de disposição.
A autorização também contempla a cava Sapecado, que poderá receber 3,65 milhões de metros cúbicos de material estéril, denominação utilizada para rochas e outros materiais removidos durante a atividade minerária que não apresentam aproveitamento econômico nas condições consideradas.
Conforme a Vale, a cava Sapecado não deverá receber atividades de extração de minério de ferro até 2036, em razão das características e da qualidade do minério existente no local.
As alterações autorizadas não deverão ampliar a área diretamente afetada pelas atividades do complexo minerário, segundo as informações apresentadas no processo de licenciamento.







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